Além de brasileiros, inclusive gaúchos, há médicos da Bolívia, El Salvador, Índia, República Dominicana e Venezuela. Os profissionais passaram por cursos de acolhimento realizados em Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza e Vitória. O grupo permanece uma semana na Capital para continuar com treinamento de adaptação. Todos foram aprovados pelo Ministério da Educação (MEC).
Um dos médicos é Hector Flôres, 34 anos, natural de El Salvador. Ele está formado há sete anos e atuou por seis na Venezuela em um programa similar ao Mais Médicos. “Estamos aqui para atender aos mais necessitados. Precisamos do apoio de todos, pois não estamos aqui para competir,” declarou. Flôres disse que a pobreza e a desigualdade social são características semelhantes de Brasil e Venezuela. Ele afirmou que em ambos países uma parcela da população tem dificuldade de acesso à saúde.
Na segunda-feira pela manhã, mais 70 médicos desembarcam no Rio Grande do Sul e, à noite, outros 31. No total, o Estado vai receber 133 profissionais. É o segundo do País a ganhar maior quantidade de médicos pelo programa, ficando atrás apenas de São Paulo. Já atuam no Estado 86 médicos – 31 brasileiros formados no exterior e 48 estrangeiros.