Como a investigação leva em conta as semanas de início de sintomas, os números de casos deste ano ainda podem ter um aumento com a entrada de novas ocorrências que ainda não foram confirmadas. São notificadas internações hospitalares por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), caracterizada por dificuldade respiratória associada ao aparecimento súbito de febre, cefaleia, dores musculares (mialgia), tosse, dor de garganta e fadiga.
Para a manutenção dos baixos índices, a SES adverte para o reforço das medidas de prevenção e tratamento da doença, em razão da chegada dos meses de temperaturas mais baixas em território gaúcho.
O enfrentamento à gripe ocorre através do tripé formado pela vacinação, prevenção e tratamento. Na primeira fase, mais de 3 milhões de gaúchos foram vacinados durante a campanha iniciada em abril, com priorização dos grupos considerados de risco. Ao todo, a cobertura foi de aproximadamente 85% do público-alvo.
Agora, o foco são as medidas de prevenção, com cuidados principalmente com as mãos, um dos principais meio de transmissão. A recomendação é para que as pessoas procurem lavar as mãos várias vezes ao dia, com álcool em gel ou sabonete e, ao tocar superfícies de locais públicos, evitar passar as mãos nos olhos, boca e nariz. Outras ações podem ser realizadas, como cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir; não partilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal; e ventilar os ambientes.
Enquanto a prevenção é essencial para diminuir a circulação do vírus, o tratamento é capaz de evitar complicações, como pneumonias, quando feito no início dos sintomas. Assim, ao sinal de febre, dor de garganta e dor de cabeça, nas articulações, ou muscular, a pessoa deve procurar atendimento médico.
O antiviral Oseltamivir, de nome comercial Tamiflu, está disponível em todo o Estado, gratuitamente nos postos de saúde. O uso nas primeiras 48 horas dos primeiros sintomas da gripe é fundamental para impedir o agravamento dos casos.