Hoje, o local reúne mais de 4 mil apenados. Michels relatou haver um cronograma de obras em andamento que abrange, também, a perspectiva da extinção da casa, mas não deu prazo para essa etapa.
A declaração difere da prestada em 3 de maio pelo próprio secretário durante uma reunião com o Conselhão de Tarso Genro. Michels ratificou, na ocasião, a intenção de desativar o Central até o fim da gestão, mas não revelou se a meta era repassar os prédios à iniciativa privada ou remodelar parte deles para acomodar um número reduzido de presos.
No início da semana, o titular da Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) também evitou falar em desativação de parte do Presídio Central de Porto Alegre. Gelson Treisleben se manifestou a pedido da Rádio Guaíba após o juiz da Vara de Execuções Criminais (VEC) de Porto Alegre, Sidinei Brzuska, ter defendido, também em entrevista à emissora, a implosão de parte da penitenciária.
Conforme o magistrado, apenas o prédio da administração e os pavilhões novos, ao fundo do complexo, são habitáveis e em condições de continuarem sendo ocupados. Hoje, Michels disse há uma alternativa: reformar o Central para que ele vire "uma cadeia pública, que a cidade precisa, com até mil presos, abrigando também uma escola penitenciária".
Michels criticou gestões anteriores
No RS Sem Fronteiras, o secretário de Segurança argumentou que em 31 de dezembro de 2002, ao fim do governo Olívio Dutra, a penitenciária foi entregue reformada com 1,9 mil apenados. "Mas em 31 de dezembro de 2010 a encontramos com 5.330 presos, a maior lotação do Brasil", apontou. "Os governos anteriores se preocuparam em prender, mas não geraram as vagas prisionais correspondentes", criticou.
O secretário também garantiu que, após a contratação de 800 agentes penitenciários em 2011, mais um concurso público, a ser realizado ainda em 2013, deve levar mais 800 homens à guarda dos presídios, liberando assim os 800 soldados da BM que ainda estão nesta atividade, e voltarão ao patrulhamento das ruas.
Michels ressaltou, ainda que, do déficit de vagas prisionais encontradas pelo governo em 2011, duas mil já foram solucionadas. "Ao final da nossa gestão, o déficit deve estar em no máximo 4 mil vagas", projeta.