Foram 2.025 vítimas fatais e 1.819 acidentes com mortes, em 2011, contra 2.167 vítimas e 1.932 acidentes, em 2010, com pelo menos 142 vidas poupadas. Os dados consideram não somente as vítimas que morreram no local, mas até 30 dias após o acidente, conforme metodologia internacional adotada pelo Detran/RS. "Essa nova sistemática possibilita um conjunto de análise mais eficiente para que possamos orientar as ações de combate à acidentalidade", disse o presidente do departamento, Alessandro Barcellos. "E os números desse ano apontam que as ações que realizamos, em 2011, estão produzindo resultados. Estamos no caminho certo", comemorou.
Se for mantida a tendência de redução, o Estado ultrapassará a meta estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) para a Década de Ação pela Segurança no Trânsito: reduzir em 50% as vítimas de trânsito até 2020. Para alcançar esse objetivo, a redução média anual no Rio Grande do Sul deveria ser de 3,3%, chegando a 1.562 mortes a menos em 2020.
Faixas etárias
Apesar de continuar sendo a faixa etária com maior participação no total de vítimas fatais (31%), os jovens de 18 a 29 anos morreram menos em 2011. Foram 96 mortes a menos este ano, uma redução de 14% em relação a 2010. O ano registrou aumento, entretanto, das vítimas na faixa etária de 50-54 anos (22%). Nas faixas extremas, a maioria dos óbitos ocorreu por atropelamento: 41% por cento dos mortos tinham até 14 anos e 44% dos mortos com mais de 60 anos eram pedestres.
Motos
Entre os 495 motociclistas vítimas de acidentes de trânsito, 220 (44%) estavam na faixa dos 18 aos 29 anos. Vinte deles morreram conduzindo uma motocicleta antes de atingir a idade mínima para possuir habilitação. O percentual de pedestres vítimas de acidentes de trânsito aproximou-se do percentual de motociclistas, que representam o grupo mais crítico: 21% dos mortos estavam na condição de pedestres, enquanto os motociclistas representaram 24%. Também chama a atenção o percentual de ciclistas entre as vítimas fatais: foram 128 mortos (6% do total).
O mapa da acidentalidade pode ser acessado no site do Detran e aponta 132 pontos críticos em 50 municípios, que concentraram 20% das mortes (1.925 dos 9.708) no Rio Grande do Sul, de 2007 a 2011. O mapa e a tabela dos pontos críticos serão uma ferramenta importante para os gestores de trânsito municipais, indicando onde estão concentrados os acidentes dentro de cada município e, portanto, onde deve haver uma intervenção (de engenharia, fiscalização e sinalização, entre outros).