A veículos particulares representam a maioria absoluta: são 3.144.505 unidades. De janeiro a abril, foram contabilizados 53.094 veículos novos no Estado. As motocicletas somam 1.005.082 unidades, conforme dados de abril. Na comparação entre 2010 e 2011, esse segmento foi o que cresceu mais, com salto de 25,6%. No Estado, outro tipo de veículo que tem grande representação é a caminhonete. A frota gaúcha é de 488.699 unidades. Na comparação entre os últimos dois anos, o segmento teve aumento médio de 10,3%.
A frota de veículos de Porto Alegre cresceu em 30.351 unidades entre 2010 e 2011. No fim do ano passado ela somava 716.493 veículos. Nos primeiros quatro meses deste ano, mais de 10 mil veículos foram incorporados ao total. Se o crescimento prosseguir no mesmo ritmo, até o fim do ano, Porto Alegre terá uma frota de 746 mil veículos.
Segundo o diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, o tamanho da frota não é determinante para a mobilidade, pois o importante é a forma como os veículos são usados. Cappellari acredita que se todos saíssem de casa com os carros ao mesmo tempo, a cidade pararia de funcionar. Para ele, é preciso discutir como fazer para que parte dos donos desses veículos usem outros meios de transporte.
O trabalho da prefeitura tem sido o de tentar atrair a população para o transporte público. Algumas medidas, como a isenção da segunda passagem, ampliou o número de usuários. Em junho de 2011, o sistema de transporte coletivo tinha 1,1 milhão de passageiros por dia. Atualmente, é de 1,25 milhão. A expectativa é de chegar a 1,3 milhão até o fim do ano.
Cappellari destaca que a média de 2 habitantes por veículo da Capital é atribuída a países emergentes. Ele ressalta que somado à frota local, ainda há um contingente de veículos que vem de outras cidades, representando 30% do total. O diretor-presidente da EPTC avalia que o transporte coletivo é a saída para evitar o caos no trânsito.
Porém, atrair usuários ainda é um grande desafio, reconhece Cappellari. Para isso, é necessário enfrentar alguns problemas como tentar reduzir a quantidade de ônibus que chegam ao Centro da cidade. Isso deverá ocorrer com as instalações dos BRTs e do metrô, que funcionarão em áreas de maior concentração de passageiros. Com este processo, será possível reduzir o número de coletivos em trânsito e minimizar o tempo de espera dos passageiros nos horários de pico.