O gerente-executivo Luiz Mario Magalhães Sá explica que o sindicato e a Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP) são contrários à obrigatoriedade de tempo mínimo de 30 segundos nas sinaleiras para travessia de pedestres. Segundo ele, a definição do tempo deve levar em conta estudos sobre o volume de pedestres e veículos no local. Sá pondera que, com a medida, o edital de licitação dos ônibus precisa ser modificado, já que os atrasos nos coletivos terão repercussão nos investimentos e na forma de operação dos vencedores.
O diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari, fala que simulações virtuais que estão sendo realizadas sugerem que vai ser grande o impacto no tempo de percurso das linhas de ônibus. Com isso, ele estima a necessidade de alterações no sistema de transporte, com aumento na frota ou redução da tabela horária.
Ele ressaltou que, com a ampliação, também deve ocorrer aumento no tempo das sinaleiras que já se mantêm abertas por mais de 30 segundos, devido à necessidade de adaptação. Hoje, o tempo varia de dez a 80 segundos. Em cerca de dez dias, Cappellari espera iniciar testes reais em áreas do Centro da Capital, para verificar o sincronismo das sinaleiras e conseguir mensurar efetivamente o impacto das alterações. A intenção é estar preparado para que as mudanças no tempo das sinaleiras sejam providenciadas assim que o projeto for sancionado nos 1.100 equipamentos da cidade.
O projeto do parlamentar Nereu D'Ávila (PDT) está na Câmara de Vereadores, que já o aprovou, e deve ser encaminhado à sanção do prefeito. Capellari alertou, após a aprovação pela Casa, que a aplicação literal da proposta teria o risco de "paralisar a cidade".