O prefeito de Esteio, Gilmar Rinaldi (PT), decretou situação de emergência, nesta terça-feira, em função da enchente que atinge o município – considerada a maior da história. O líder do Executivo alertou que espera receber ajuda do governo federal, com o envio de colchões, por exemplo, e confirmou que o Exército já presta auxílio na recuperação.
Uma das medidas já adotadas é a antecipação das férias de julho, a partir desta quarta-feira. Inicialmente, o período de descanso era previsto para começar no dia 20. Rinaldi ainda destacou que, mesmo com as condições mínimas, os moradores desabrigados estão sendo acolhidos em escolas, centros comunitários e igrejas, em pelo menos dez pontos da cidade. A estimativa é de que mais de 600 pessoas estejam desabrigadas (dependendo de abrigo público) e 1,5 mil famílias desalojadas (em casas de amigos e parentes).
Rinaldi concedeu uma entrevista coletiva na companhia dos prefeitos Jairo Jorge (PT), de Canoas, e Vilmar Ballin (PT), de Sapucaia do Sul. Os três se uniram em função de um alerta para a necessidade de implementação de políticas macro-regionais, e não apenas em nível municipal.
Projeto de drenagem
A intenção é implementar um projeto de drenagem urbana previsto no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) orçado em R$ 136 milhões, através de uma parceria com a Metroplan, órgão do governo gaúcho. A intenção é dialogar com o governador José Ivo Sartori (PMDB), para que ele também sirva de interlocutor junto à presidente da República, Dilma Rousseff (PT), a fim de que obras de contenção contra enchentes sejam realizadas nos arroios Sapucaia e Guajuviras.
Segundo Jairo Jorge, se houver recursos, em um ano é possível resolver o problema. De acordo com ele, já estão autorizados o projeto, licenças ambientais e remoções de famílias.
Esteio decreta situação de emergência e suspende aulas pela chuva
Mais de 600 pessoas estão desabrigadas no município