Os reflexos da seca que atinge a região Sul do Estado já aparecem na área da saúde. No município de Aceguá, o número de leitos de observação por casos de desidratação e intoxicação alimentar aumentaram consideravelmente nos últimos dias, conforme dados da Secretaria Municipal de Saúde. A secretária da pasta, Valtraut Kroker, afirma que a causa é a falta de água potável, que obriga a população a consumir de “reservatórios menos recomendáveis”
Até o momento, a Secretaria da Saúde não dispõe de números oficiais dos casos registrados. A população está sendo atendida nos postos de saúde e no Hospital da Colônia Nova.
Cerca de 150 famílias do interior do município estão recebendo água de caminhões pipa. De acordo com o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Willi Janzem, muitas das que solicitam o abastecimento não possuem local adequado para o armazenamento da água. “Entregamos água tratada e por isso é importante colocá-la em recipientes limpos e arejados, só assim sua qualidade será mantida”, alerta.
Na próxima sexta-feira haverá uma reunião de avaliação da situação do município, que deve definir de declara ou não situação de emergência.Nesta quarta-feira, Lavras do Sul entrou para a lista dos municípios com situação de emergência homologada pela Defesa Civil do Estado. Os prejuízos na lavoura e na pecuária do município chegam a R$ 31.471,500 milhões, segundo laudo da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater).
Candiota, Herval, Pedras Altas e Santana do Livramento integram a lista de municípios com situação de emergência já notificada à Defesa Civil do Estado. As prefeituras de Hulha Negra e Piratini já assinaram o decreto, ainda não homologado pela Defesa Civil. Cerrito, Pinheiro Machado e Pedro Osório devem decretar situação de emergência em breve.
Estiagem afeta saúde da população de Aceguá
Cerca de 150 famílias do interior do município estão recebendo água de caminhões pipa