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Estudantes da Ufrgs decretam estado de greve

Alunos apoiam paralisação dos professores e técnicos administrativos

Alunos fizeram assembleia na manhã de hoje
Alunos fizeram assembleia na manhã de hoje Foto : Pedro Revillion
Os estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) decidiram pelo estado de greve a partir desta segunda-feira. O anúncio ocorreu durante assembleia no pátio da Faculdade de Educação (Faced), na manhã de hoje. Por unanimidade, os representantes de 30 cursos acadêmicos optaram por apoiar os professores e técnicos-administrativos que estão paralisados.

Segundo a coordenadora do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Nina Becker, o início das aulas do segundo semestre, previsto para 6 de agosto, está ameaçado. Na pauta dos alunos, estão reivindicações relacionadas à reforma de prédios, manutenção das casas de estudantes e segurança na universidade. “Queremos segurança que nos proteja, mas que não nos intimide ou criminalize. Não queremos a Brigada Militar na Ufrgs”, destacou.

A aluna Rejane Aretz, do curso de políticas públicas e integrante do DCE, disse que os acadêmicos pedem também atenção aos lugares estratégicos do campus como paradas de ônibus e locais de circulação de pessoas, com a instalação de mais pontos de iluminação e guaritas para a segurança da universidade. “Pedimos também o fim das terceirizações na área da segurança. Queremos a abertura de concurso público para o preenchimento das vagas”, acrescentou.

Durante a assembleia, os estudantes pediram a desvinculação das cotas sociais e raciais. “A nossa proposta é de que sejam ampliadas em 50% as ações afirmativas na universidade”, ressaltou Rejane. De acordo com a proposta dos alunos, seriam 25% de cotas raciais e 25% de cotas sociais. Além disso, os alunos querem vagas para estudantes deficientes em todos os cursos, a partir da porcentagem geral de cada um.

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