Segundo a coordenadora do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Nina Becker, o início das aulas do segundo semestre, previsto para 6 de agosto, está ameaçado. Na pauta dos alunos, estão reivindicações relacionadas à reforma de prédios, manutenção das casas de estudantes e segurança na universidade. “Queremos segurança que nos proteja, mas que não nos intimide ou criminalize. Não queremos a Brigada Militar na Ufrgs”, destacou.
A aluna Rejane Aretz, do curso de políticas públicas e integrante do DCE, disse que os acadêmicos pedem também atenção aos lugares estratégicos do campus como paradas de ônibus e locais de circulação de pessoas, com a instalação de mais pontos de iluminação e guaritas para a segurança da universidade. “Pedimos também o fim das terceirizações na área da segurança. Queremos a abertura de concurso público para o preenchimento das vagas”, acrescentou.
Durante a assembleia, os estudantes pediram a desvinculação das cotas sociais e raciais. “A nossa proposta é de que sejam ampliadas em 50% as ações afirmativas na universidade”, ressaltou Rejane. De acordo com a proposta dos alunos, seriam 25% de cotas raciais e 25% de cotas sociais. Além disso, os alunos querem vagas para estudantes deficientes em todos os cursos, a partir da porcentagem geral de cada um.