No início da tarde, os alunos ligados ao Centro Acadêmico de Medicina haviam levado um documento à reitora da universidade, Miriam da Costa Oliveira, para que seja disponibilizada uma sala própria ao centro acadêmico, além de uma área de convivência para os alunos.
Portando faixas e tambores, eles fizeram barulho e foram recebidos pelo vice-reitor Cláudio Augusto Marroni, que propôs a realização de uma reunião com os líderes do movimento. Porém, os alunos preferiram uma conversa geral com os presentes. Marroni afirmou compreender as manifestações e lembrou que as obras em realização na instituição devem promover maior conforto aos estudantes. Uma nova reunião, entre representantes da reitoria e dos alunos dos cursos da UFCSPA foi marcada para o próximo dia 13.
Segundo o coordenador geral do Centro Acadêmico, Derrick Fassbind, em janeiro deste ano foram desativadas a área e a sala que eram usadas pelos estudantes, devido ao projeto de expansão da universidade. “Estamos insatisfeitos com a forma como o assunto vem sendo tratado pela reitoria”, afirmou Fassbind. Ele disse que o Centro está instalado, provisoriamente, em uma sala no Complexo da Santa Casa da Capital. “Além de o espaço ser insuficiente, não podemos fazer barulho, o que impossibilita as reuniões”.
Os estudantes informaram que tinham água para passar a madrugada, mas ainda aguardavam pela colaboração de familiares para receber colchonetes e alimentos. “Vamos ficar aqui por apenas uma noite, do jeito que der”, afirmou.