*Com informações de Cíntia Marchi e Jéssica Mello
Representantes do Comando dos Estudantes de ocupações de escolas no Rio Grande do Sul entraram com ação para tentar impedir a reintegração de posse pretendida pelo Governo do Estado. O pedido foi feito, nesta segunda-feira, em nome de uma aluna do colégio Protasio Alves e também das entidades Juntos nas Escolas, União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES), União Gaúcha dos Estudantes Secundaristas (UGES) e União Metropolitana dos Estudante Secundaristas de Porto Alegre (UMESPA).
A área de mediação da justiça gaúcha determinou a realização de uma audiência entre alunos e o governo Sartori para quarta-feira, às 14h. Na manhã do mesmo dia, os estudantes devem realizar uma assembleia das ocupações, antes de participar de ato em conjunto com os professores.
O secretário da Educação, Luís Alcoba de Freitas, relatou na Rádio Guaíba que poderão ser tomadas medidas judiciais. Ele enfatizou, entretanto, que "serão tomados cuidados para não transformar as ocupações em caso de polícia".
Em vez de propor reintegrações de posse forçadas, o secretário cita como exemplo a solução encontrada pelo Rio de Janeiro. Após ação movida pelo Estado, a Justiça carioca permitiu a manutenção das ocupações, desde que as aulas não fossem interrompidas.
Para propor a saída em acordo, uma lista de respostas foi feita às principais reivindicações dos estudantes. As propostas incluem a liberação emergencial de uma verba de R$ 40 milhões para reformas nos colégios — de um total de R$ 200 milhões previstos até o final do ano —, e que a verba mensal de autonomia financeira seja paga diretamente aos diretores, assim que o Estado concluir o pagamento da folha do funcionalismo.
A reunião marcada para o período da tarde acabou cancelada após Alcoba tentar falar com os estudantes, mas ser hostilizado por alguns. No começo da noite, um grupo de alunos começou a percorrer as ruas centras em protesto por melhores condições no ensino. A caminhada provocou bloqueios na Borges de Medeiros, na Praia de Belas e, posteriormente, na Loureiro da Silva. O grupo seguiu para o Instituto de Educação.
Estudantes entram com ação para tentar impedir reintegração de escolas
Audiência entre governo Sartori e representantes dos alunos foi marcada para quarta-feira