• Oposição vai à Justiça para barrar fim da passagem integrada em Porto Alegre
• EPTC diz que fim da isenção busca evitar “inviabilização” do transporte público
O objetivo é protestar contra as mudanças no transporte público da cidade. Além de um decreto que deu fim à passagem gratuita de integração, a Prefeitura já enviou à Câmara de Vereadores seis projetos que reduzem isenções. Entre eles, um restringe a concessão da passagem escolar a quem comprovar até três salários mínimos de renda mensal. Não há prazo para que os projetos sejam votados em plenário.
O ato foi convocado por várias organizações de estudantes, entre elas a União Metropolitana dos Estudantes Secundários de Porto Alegre (Umespa), a União Gaúcha dos Estudantes Secundaristas (Uges), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), e a União Nacional dos Estudantes (Une).
No início da manhã, um grupo de alunos bloqueou a rua Sarmento Leite, em frente à Faculdade de Arquitetura, da Ufrgs. Eles foram dispersados pela Brigada Militar, que liberou a via por volta das 7h50min.
10h10 - Linhas de ônibus operam com desvio. Da Protásio, seguem até a R. Sarmento Leite e Av. Loureiro da Silva.
— EPTC - Porto Alegre (@EPTC_POA) 11 de agosto de 2017
Passagem gratuita de integração foi extinta por decreto
Um decreto assinado pelo prefeito Nelson Marchezan estabeleceu que o valor da segunda viagem passe a ser de R$ 2,02, metade da tarifa atual – que é de R$ 4,05. Os usuários da passagem escolar vão continuar com isenção de 100% na segunda passagem, mas o limite de uso passa a ser de três integrações por dia. Quem precisar mais deve procurar a EPTC e comprovar o motivo, o que demanda análise caso a caso.