Um grupo de estudantes realizou um protesto no começo da tarde desta terça-feira pedindo melhorias e mais segurança nos Restaurantes Universitários da Ufrgs, em Porto Alegre. Os manifestantes bloquearam parte da avenida João Pessoa, para um churrasco improvisado. Essa foi a segunda manifestação desde que um caldeirão explodiu no RU do Campus do Vale e deixou quatro servidores terceirizados feridos, há duas semanas. Desde então, os Campi do Centro e do Vale seguem interditados, pelo menos até a próxima semana.
De acordo com os estudantes, ligados a três coletivos e cinco centros estudantis, os acadêmicos querem a reabertura dos restaurantes, mas exigem mais segurança para os trabalhadores e também melhorias na qualidade das refeições servidas.
Adriele Albuquerque, estudante de Letras e integrante do coletivo Primavera, lembrou que durante a última ocupação da Reitoria da Ufrgs foi elencada no acordo com os representantes da Universidade uma série de mudanças exigidas para os RUs. Segundo ela, até agora, muitas não saíram do papel. Entre as demandas que ainda estão em aberto, o retorno de bebida (suco) no acompanhamento às refeições e também uma opção vegetariana no cardápio.
Atualmente, o valor da refeição é de R$ 1,30 para estudantes sem benefício sócio-econômico e é gratuita para os alunos que dispõem da chamada “carência”. Essa gratuidade é parte das exigências estabelecidas também durante a ocupação da Reitoria. Entre outros pontos defendidos pelos estudantes, está a realização de concursos públicos para que os servidores terceirizados possam ser substituídos por funcionários concursados.
A assessoria de imprensa da Ufrgs confirmou que dois servidores ainda estão internados em virtude da explosão da caldeira no RU do campus do Vale, mas desmente a informação de que eles não estejam recebendo acompanhamento. De acordo com o setor, diariamente a Universidade mantém contato com ambos, confirmando que o estado de saúde de um deles inspira cuidados, permanecendo estável dentro do quadro apresentado.
Quanto às exigências dos estudantes, a assessoria informou que a Reitoria não recebeu até agora qualquer documento formal sobre as questões levantadas. A reabertura dos RUs está condicionada a que a empresa responsável pelas caldeiras ateste a segurança dos equipamentos.
A Ufrgs autorizou o depósito de R$ 15 por dia para custear a alimentação dos alunos carentes durante o período em que os restaurantes estiverem fechados, mas os estudantes garantem que nem todos receberam a quantia até agora.