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Estudantes fazem vigília antes de sessão que pode mudar cotas na Ufrgs

Grupo pressiona para que votação no Conselho Universitário não seja cancelada

Estudantes da Ufrgs fazem vigília antes de sessão que pode mudar sistema de cotas
Estudantes da Ufrgs fazem vigília antes de sessão que pode mudar sistema de cotas Foto : Arthur Puls / CP
Cerca de 70 estudantes ocuparam, no fim da tarde desta quinta-feira, o saguão da Reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). O grupo pretende passar a madrugada no local. A meta é fazer pressão para que não seja cancelada a votação do Conselho Universitário (Consun) sobre as mudanças no sistema de reserva de vagas na instituição, programada para as 8h30min desta sexta.

Com cartazes solicitando “Mais Cotas na Ufrgs Já”, a conselheira representante do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Nina Becker estima que o número de manifestantes aumente até o início da reunião. Ela frisou que a ocupação é pacífica.

Mesmo com a ocupação, as portas da Reitoria devem permanecer abertas para que não haja conflitos contra os vigilantes do complexo universitário.

O Conselho Universitário (Consun) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul já analisou as alterações sugeridas no programa de ações afirmativas da instituição. A proposta prevê ampliar a reserva de vagas de 30% para 40%, para alunos egressos da rede pública de ensino, e manter, pelo menos até 2022, o atual sistema de cotas, com metade das vagas de reserva destinada a egressos do ensino público e metade a estudantes autodeclarados negros também provenientes de escola pública.

Em 20 de junho, três pedidos de vista adiaram a decisão em duas semanas e a universidade espera, agora, o texto final, para concluir o edital do vestibular de 2013.

O DCE pede reserva de 50%. A entidade quer, ainda, a desvinculação da questão social da racial, para que os negros tenham acesso à universidade através das cotas mesmo que tenham estudado em escola particular. O Diretório ainda defende que sejam excluídos do sistema de cotas os oriundos de escolas militares, que possuem ensino diferenciado e não são subordinados ao Ministério da Educação (MEC). Outro ponto em debate é a proibição, a partir de agora, de que o candidato a cotista já tenha outro curso superior.

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