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Estudantes gaúchos criticam organização do Enade

Prova foi realizada nesta tarde em todo o País

Mais de 78 mil estudantes gaúchos foram selecionados para a prova do Exame Nacional de Desempenho do Estudante (Enade), que ocorreu neste domingo em todo o País. Em cinco horas, os alunos responderam questões de conhecimentos gerais e específicas do curso avaliado. Neste ano, em que o Enade é obrigatório - inclusive para obtenção do diploma universitário - cursos como administração, direito, estatística e comunicação social foram examinados.

Micael de Paula, 24, estudante de publicidade na PUC, considerou o conteúdo bem elaborado, assim como o número de questões. Destacou, no entanto, que a aplicação do exame não é suficiente para avaliar um curso por completo. Sugeriu que equipes do MEC acompanhem o desempenho dos alunos direto nas universidades.

O estudante Fabrício de Albuquerque, 32, formando do curso de Publicidade na Ufrgs, também aprovou o conteúdo e tempo de duração estipulado para a prova. Ele chamou atenção, contudo, para a falta de organização do Enade na Escola Paulo Gama, na capital, onde fez o exame. Segundo o universitário, os alunos não foram bem orientados pelos fiscais quanto às regras da prova e dúvidas sobre o processo.

Em Novo Hamburgo, 40 alunos da Feevale foram barrados no Colégio Santa Catarina, no bairro Hamburgo Velho. Eles possuíam uma liminar da Justiça garantindo o direito de realizar o exame. Segundo o grupo, o cadastro não foi feito até o prazo, devido a um erro de sistema. Após a confirmação do mandado de segurança, eles foram autorizados a participar da prova.

Falha de segurança?

Um estudante da Universidade de Brasília (UnB) saiu com o caderno de provas de dentro da escola apenas 15 minutos depois do início do exame. Apesar de as regras do Enade determinarem que os fiscais só deveriam permitir a saída dos cadernos após as 16 horas, alunos que aguardavam do lado de fora da escola contam que ele não teve dificuldades para sair com o documento.

Ao ter acesso à prova do lado de fora, os estudantes ligados ao DCE que optaram por não fazer o exame decidiram boicotar quem estava dentro do colégio. Com um megafone, eles liam as questões e solicitavam aos alunos que não respondessem às perguntas da prova.