Acadêmico do 3º semestre de Direito, Marcelo Rocha garante que o grupo não vai deixar as dependências da faculdade até ser atendido. Segundo ele, o Centro Acadêmico André da Rocha (Caar) tentou dialogar com a Reitoria e com a direção da faculdade, mas não teve resposta. Rocha explica que, durante o processo seletivo, um dos integrantes da banca deu nota máxima a apenas um candidato e atribuiu conceito baixo aos demais concorrentes. Com base em uma cópia da declaração dos outros examinadores, o Centro Acadêmico fala, ainda, que eles foram constrangidos a assinar a ata, e que, entre os candidatos, o mais prejudicado foi o professor Salo de Carvalho, que já ministra aulas no curso.
“Solicitamos explicações, conseguimos que dois docentes solicitassem anulação do concurso, mas isso não foi feito. A direção e Reitoria nos ignoraram. Não vamos sair até que nos deem resposta”, declarou. Conforme Rocha, além da anulação do concurso, o grupo quer que o diretor da Faculdade de Direito, Danilo Knijnik, se pronuncie e seja afastado do cargo, que o professor que atribuiu as notas venha a público se justificar e que seja instaurado um processo administrativo disciplinar sobre o fato. Nesta terça-feira, às 11h, uma assembleia decide os rumos da mobilização.
A direção do curso de Direito foi procurada. Segundo a assessoria de imprensa da Ufrgs, é preciso esperar até terça-feira para que os responsáveis pela faculdade se pronunciem.