Para o acadêmico de Jornalismo da Ufrgs, Felipe Martins, foi uma manifestação similar, quando jovens subiram em cima de algumas árvores que seriam cortadas junto à Usina do Gasômetro em fevereiro, que abriu o debate. “Se aquele episódio não tivesse ocorrido, talvez todas as árvores teriam sido retiradas sem nenhum debate”, comentou. O grupo passou a noite em barracas e, em função da queda na temperatura, os ativistas fizeram um fogueira para se aquecerem.
O impasse sobre os cortes de árvores está gerando uma queda de braços entre o governo municipal e o Ministério Público (MP). A Prefeitura mostrou que o corte dos vegetais é fundamental para dar andamento ao projeto de duplicação da avenida Edvaldo Pereira Paiva, uma das obras da Copa do Mundo na área de mobilidade urbana.
Após a autorização da Justiça para o corte, o MP recorreu para tentar evitar a retirada das árvores, que estão no trecho compreendido entre a futura rótula da Edvaldo Pereira Paiva e a Rótula das Cuias.
Apesar de liberar o corte em um trecho, a decisão da juíza Nadja Mara Zanella, da 10ª Vara da Fazenda Pública, rejeita a retirada das árvores da avenida Presidente João Goulart, entre a rua General Portinho e o limite da futura rótula da Edvaldo Pereira Paiva. Neste local houve o protesto em fevereiro.