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Estudantes protestam contra corte de árvores no Parque Harmonia

Poda está dentro do projeto de mobilidade urbana na região

Poda está dentro do projeto de mobilidade urbana na região
Poda está dentro do projeto de mobilidade urbana na região Foto : Tarsila Pereira
Um grupo de estudantes se mobilizou desde a noite de quarta-feira no Parque da Harmonia, ao lado da Câmara Municipal de Porto Alegre, contra o corte de 93 árvores, dentro do projeto de mobilidade urbana na região. O estudante de Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Ícaro Viana, disse que a mobilização é a única maneira de evitar o corte irregular. Ele lembrou que a ideia é ampliar o protesto, por meio de um chamamento nas redes sociais. “Não podemos deixar que esse crime seja feito”, afirmou, apontando para as árvores que estavam com marcações de P (poda) e C (corte) em branco. “É um absurdo”, resumiu.

Para o acadêmico de Jornalismo da Ufrgs, Felipe Martins, foi uma manifestação similar, quando jovens subiram em cima de algumas árvores que seriam cortadas junto à Usina do Gasômetro em fevereiro, que abriu o debate. “Se aquele episódio não tivesse ocorrido, talvez todas as árvores teriam sido retiradas sem nenhum debate”, comentou. O grupo passou a noite em barracas e, em função da queda na temperatura, os ativistas fizeram um fogueira para se aquecerem.

O impasse sobre os cortes de árvores está gerando uma queda de braços entre o governo municipal e o Ministério Público (MP). A Prefeitura mostrou que o corte dos vegetais é fundamental para dar andamento ao projeto de duplicação da avenida Edvaldo Pereira Paiva, uma das obras da Copa do Mundo na área de mobilidade urbana.
Após a autorização da Justiça para o corte, o MP recorreu para tentar evitar a retirada das árvores, que estão no trecho compreendido entre a futura rótula da Edvaldo Pereira Paiva e a Rótula das Cuias.

Apesar de liberar o corte em um trecho, a decisão da juíza Nadja Mara Zanella, da 10ª Vara da Fazenda Pública, rejeita a retirada das árvores da avenida Presidente João Goulart, entre a rua General Portinho e o limite da futura rótula da Edvaldo Pereira Paiva. Neste local houve o protesto em fevereiro.


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