Conforme a EPTC, o levantamento realizado considerou as recomendações do Tribunal de Contas do Estado (TCE) para a tarifa de 2013 e também a revisão dos coeficientes de consumo e índices de uso, componentes da planilha de cálculo tarifário, seguindo a legislação vigente. A pesquisa técnica da EPTC estará à disposição para consulta da população no site do órgão.
Segundo a equipe técnica da EPTC, os índices que mais contribuíram para o reajuste foram o aumento de 7,5% no salário dos rodoviários, correspondendo a 3,5% no peso da tarifa; 13,25% de aumento no óleo diesel, correspondendo a 2,65% no aumento da planilha tarifária; e redução no Índice de Passageiros Equivalentes Transportados por Quilômetro (IPK), que diminuiu em 2,76% (aumento equivalente ao percentual da redução).
O último aumento para a tarifa de ônibus em Porto Alegre havia ocorrido em março de 2013. A revisão técnica da EPTC contou neste ano com orientações do TCE. Após contestar a fórmula de reajuste da tarifa, o Tribunal recomendou que fossem levados para as planilhas os valores realmente pagos pelas empresas com insumos que compõem a tarifa (pneus, acessórios...) e não só pesquise por meio de cotação.
A Corte ainda determinou que a EPTC avaliasse a possibilidade de que a fixação da tarifa tenha como parâmetro os dados e os custos das empresas privadas, excluindo-se, para esse fim, os dados correspondentes à Carris, que por gastar mais (em coletivos com ar condicionado, por exemplo), precisa de uma tarifa maior para ter lucro.
Além dos protestos no ano passado contra o aumento da passagem, o sistema de transporte público da Capital passou por 15 dias de greve total dos rodoviários. Apenas após dissídio da categoria no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), foi possível chegar a um novo índice da tarifa.