Pesquisa divulgada por equipe de astrônomos espanhóis e britânicos, nesta segunda-feira, afirma que o Sistema Solar deve ter ao menos mais dois planetas maiores que a Terra além da órbita de Plutão. Eles calcularam as possíveis trajetórias dos objetos a partir de trajetórias incomuns das órbitas de rochas espaciais distantes, os chamados objetos transnetunianos (Etnos).
Em teoria, os Etnos deveriam estar dispersos em uma faixa de cerca de 150 Unidades Astronômicas (UA) do Sol. Eles também deveriam estar num plano orbital aproximado dos planetas em relação ao Sol. Observações de 13 corpos, contudo, sugere que os Etnos se dispersam muito mais amplamente, entre 150 e 525 UA, com uma inclinação orbital de cerca de 20°.
Para explicar esta anormalidade, o estudo sugere que alguns objetos muito grandes, como planetas, devem estar nos arredores e sua força gravitacional está influenciando as rochas. "Este excesso de objetos com inesperados parâmetros orbitais nos leva a crer que algumas forças invisíveis estão alterando a distribuição", disse Carlos de la Fuente Marcos, da Universidade Complutense de Madri. "O número exato é incerto, uma vez que os dados que temos são limitados, mas nossos cálculos sugerem que há pelo menos dois planetas e, provavelmente, mais, nos confins do nosso Sistema Solar", enfatizou. "Se isto se confirmar, nossos resultados podem ser realmente revolucionários para a astronomia", definiu o cientista.
A lista oficial de planetas do nosso sistema solar inclui oito corpos solares, dos quais o gigante gasoso Netuno é o mais afastado. Além de Netuno, Plutão foi relegado ao status de "planeta anão" pela União Astronômica Internacional, em 2006, embora seja considerado por alguns o planeta mais distante do sol.
Estudo indica existência de novos planetas no Sistema Solar
Distribuição de rochas seria explicada por dois corpos maiores que a Terra além de Plutão