O secretário do Meio Ambiente, João Miguel Wenzel, descarta a possibilidade de substituição das árvores. Ele alega que as tipuanas têm, em média, de 60 a 70 anos e pelo menos mais 50 anos de vida útil. 'Nosso esforço é no sentido de preservar', afirma. Se aprovada, a lei estipula que as equipes farão um trabalho de análise da copa, tronco, base deste e do prato de raízes. Um relatório técnico contendo informações sobre a saúde, risco de queda, estabilidade e convivência com o meio urbano de cada espécie deve ser disponibilizado à prefeitura até 31 de outubro, para que seja utilizado como instrumento de trabalho. O termo terá vigência de quatro meses, a contar da data de sua assinatura, podendo ser prorrogado por igual período.
Wenzel explica que o termo de cooperação previsto entre o Executivo e as empresas não representa custo aos cofres públicos. Afirma que já conversou com o líder de governo na Câmara, Gerson Trevisan, que, em junho do ano passado, levou ao Legislativo uma proposta que visa à preservação do corredor de árvores e um regramento para a manutenção e ampliação. O assunto deve entrar na pauta nas próximas semanas.
A polêmica quanto à preservação se relaciona, principalmente, a transtornos causados por queda de galhos e comprometimento das bases. Uma das tipuanas precisou ser removida por estar fragilizada pelo corte em três raízes de sustentação, devido a obras numa calçada.