Mas, conforme o vice-presidente do clube, Sérgio de Oliveira Pianca, não é fácil manter este tipo de gosto, devido a localização das peças. “São carros antigos com 20 a 30 anos de idade e, em sua maioria importados da Europa e America do Norte. Com isso, as peças tem que ser trazidas de fora”, explicou.
Segundo o vice-presidente, é mais fácil ter um veículo importado do que ter um nacional. “É muito melhor conservar uma Mercedes Benz, ano 74, que um Opala brasileiro, ano 69, por exemplo. As peças dos carros europeus tem custo baixo, já o veiculo nacional, não. As concessionárias brasileiras não se preocuparam em manter as peças para os carros antigos, por isso, elas não são de fácil acesso no mercado”, explicou.
O admirador uruguaio, Marcelo Camiansky, que gosta das raridades desde a adolescência, há cinco anos adquiriu um Mercedes Benz 350 SLC, ano 77. Na época, o veiculo estava esquecido pelo antigo dono e, para qualificá-lo, Camiansky, teve que realizar algumas melhorias na parte interna, bancos, e também nos pneus. “Quando o vi, me apaixonei de cara. Sempre gostei de carros antigos e como antes não tinha condições financeiras de realizar este desejo, agora mais velho pude adquiri-lo”, destacou.
Para o expositor, entre os benefícios de se ter um carro como este, está na admiração e no respeito dos amigos. “Ele me ajuda a participar de encontros, conversas com pessoas que tem a mesma afinidade e contribui na preservação da historia”, destacou.
A Veteran Car Club do Brasil no Estado, está localizada na Alameda das Artes do Shopping Total. O grupo conta hoje com aproximadamente 150 sócios oriundos da Região Metropolitana e demais municípios do interior do Estado.