Conforme nota da Força de Pacificação, a medida foi tomada após denúncias feitas por outros militares que atuavam na comunidade da Fazendinha. Eles relataram que o tenente comandante do pelotão teria se apropriado de um aparelho de ar-condicionado e de objetos que estavam em uma moradia abandonada. O comandante da Força de Paz na região, general Fernando Sardemberg, afastou imediatamente o grupo que estava de serviço.
Ainda segundo a nota, também foi aberto um processo investigatório, que deve ficar pronto em dez dias, para esclarecer o ocorrido. Se o resultado apontar indícios de crime, um Inquérito Policial Militar (IPM) será instaurado, dando início a um processo judicial “que irá apurar as responsabilidades com o máximo rigor da legislação, podendo, inclusive, resultar na expulsão dos militares envolvidos”, especifica o comunicado oficial.
De acordo com o coronel Antônio Manuel de Barros, da 26ª Brigada de Infantaria Paraquedista, responsável pelas ações no interior das favelas da região, a medida faz parte da ideologia da Força de não admitir desvios de conduta. “O general Sardemberg determinou que esses desvios não poderiam ser admitidos. A medida pode parecer rigorosa demais, mas é importante para garantir a credibilidade das tropas”, analisou o coronel.
Segundo Barros, os trabalhos na região prosseguem “intensos e difíceis”, mas têm resultado positivo, na opinião do militar, porque garantem a rotina de tranquilidade aos moradores.