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Exército segue sem suspeitas sobre tombamento de veículo

Acidente com "caminhão novo e estrada pouco movimentada" matou dois militares

Militares integravam o 18º Batalhão de Infantaria Motorizado (BIMtz)
Militares integravam o 18º Batalhão de Infantaria Motorizado (BIMtz) Foto : André Ávila
Ao apresentar o balanço da Operação Ágata 7 nesta segunda-feira, o comandante da Área de Operações Sul, general Carlos Bolivar Goellner, falou sobre a morte dos dois militares em um acidente na BR 471 em Rio Grande, no Sul do Estado, nesse domingo. Segundo ele, ainda não há suspeitas do que pode ter causado o tombamento. “O veículo era novo e o acidente ocorreu em uma reta, em uma estrada com pouco movimento", esclareceu.

Apesar de a Polícia Rodoviária Federal (PRF) ter levantado a possibilidade de um pneu do caminhão do Exército ter furado, o general afirmou que não há indícios do que possa ter ocorrido. Segundo Bolivar, uma perícia já foi feita no local e também foi aberto um inquérito militar para apurar as causas do acidente. Ele acredita que as investigações deverão ser concluídas entre 30 e 40 dias. Bolivar explicou que a prioridade no momento é dar assistência aos familiares e aos feridos.

Os dois militares gaúchos serão sepultados às 17h desta segunda-feira no Cemitério Ecumênico Cristo Rei de São Leopoldo, no Vale do Sinos. O soldado Maicon Santos da Silva, 19 anos, e o cabo Elton Vinicius Rosa Leote, 22, integravam um grupo do 18º Batalhão de Infantaria Motorizado (BIMtz) de Sapucaia do Sul que seguia para o Chuí para dar sequência às ações de fiscalização na fronteira brasileira. Eles morreram após o caminhão do Exército tombar na altura do km 518 da rodovia, próximo à Reserva Ecológica do Taim.

Dos sete feridos no acidente, dois militares seguem em estado grave, dois seguem em observação e três tiveram alta ainda no domingo.  Nesta segunda-feira, durante o programa semanal Café com a Presidenta, Dilma fez uma homenagem aos militares mortos. “Quero me solidarizar com as famílias desses militares, com os seus companheiros e com o Exército Brasileiro. Quero também fazer votos para que os feridos no acidente tenham a mais rápida recuperação," declarou. 

Drogas, armas, dinheiro e cigarro são apreendidos

Nove toneladas de maconha, 381 quilos de drogas, 55 armas, 855 quilos de explosivos, 270 mil dólares e quase 59 mil pacotes de cigarros são alguns resultados de duas semanas de andamento da Operação Ágata 7, na área de Operação Sul, que representa a faixa de fronteira dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Defesa e busca intensificar a presença das forças armadas em toda a fronteira brasileira. A ação terminará nesta semana e é coordenada pelo Comando Militar do Sul.

Conforme Bolivar, foram realizados no período ações de patrulhamento e inspeção naval, bloqueio e controle de estradas, patrulhamento ostensivo, fiscalização de produtos controlados, revista de embarcações, aeronaves e instalações, além de operações de buscas e apreensão. Ele explicou que, em alguns locais, houve apoio de militares dos países vizinhos. Também relatou a ocorrência de algumas situações de iminente conflito. Na região Sul, mais de 12 mil militares estão envolvidos.

Após o balanço parcial, houve uma das reuniões semanais em videoconferência que contou com a participação do Ministério da Defesa, dos comandantes das outras áreas de operações (Oeste e Amazônia), além de representantes de outros departamentos de segurança. A reunião ocorreu no Centro de Coordenação da Operação Ágata 7 na Região Sul, que tem sede no Quartel General no Comando Militar do Sul.

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