• MP pede interdição de locais com desabamentos
“Está havendo um pouco de exagero. Houve o rompimento de 1,5m da laje superior da galeria principal na Bordini. O problema foi detectado, não tenho os dados, porque estou afastado há três anos. O DEP fiscalizou, cobrou o conserto e está encerrado o assunto. Os problemas de buracos que estão aí, no meu entendimento, são naturais da chuva. Você vê isso em outras vias, como a Cristovão Colombo, por exemplo, que tem buracos sinalizados. São chupões que ocorrem quando há chuva intensa. Não podemos desqualificar uma obra de 32 quilômetros por conta de alguns chupões que são rotineiros em obras de drenagem”, declarou Zimmermann, atual diretor-presidente da Carris – que assumiu o cargo em 2011 após deixar o DEP.
Um relatório feito pelo Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) em abril deste ano apontou erros na execução da obra. Zimmermann afirma que apenas laudos técnicos poderão comprovar realmente se existem problemas no conduto. “Quando um profissional assina uma ART (Anotação de Responsabilidade Técnica), ele tem uma responsabilidade civil sobre aquela ação desenvolvida. A magnitude dessa obra, que foi concebida para resolver o problema de alagamento de nove bairros na cidade, contou com mais de 60 profissionais nas área de projeto, consultoria e diversas especialidades necessárias. Cada coisa precisa ser avaliada e feito um laudo. Não se pode ficar falando sobre pareceres técnicos ‘eu acho isso, acho aquilo’. Nós precisamos de laudos técnicos que apontem exatamente onde estão os problemas”, completou.
A Prefeitura de Porto Alegre, por meio do DEP, vai contratar uma empresa para realizar uma inspeção em todo o conduto forçado. A licitação está em fase final. O trabalho deve durar dois meses a partir de seu início.