Conforme a líder do grupo, Sílvia Rejane de Oliveira, desde junho as famílias saíram da vila e recebem aluguel social enquanto aguardam os 160 novos apartamentos que estão em construção. No entanto, segundo Silvia, a área da zona Sul também teria sido prometida a 42 famílias da Vila Floresta. “Essa conta não fecha. Se são 160 apartamentos e nos somos 147 famílias, não podem oferecer o mesmo local para outras pessoas”, argumentou.
Após reunião com o diretor-geral do Demhab, Jorge Luís Vani Dusso, a líder reuniu o grupo e avisou que a promessa de departamento segue valendo, no entanto, não há nada formalizado. “O Demhab diz que o local será destinado para nós, mas não há um documento formalizando a remoção”, frisou.
De acordo com a assessoria de imprensa do Demhab, está garantida a prioridade do novo empreendimento da zona sul é abrigar as famílias que moravam na Vila Carandiru - o nome faz referência às construções cinzentas da antiga Casa de Detenção de São Paulo. Ainda assim, de acordo com o departamento, caso as famílias não comprovem a real necessidade financeira para residir nos imóveis, o excedente será destinado a outras pessoas, também em vulnerabilidade social. Ainda conforme a assessoria, a prefeitura se responsabilizou com os moradores da Vila Carandiru, e o compromisso da Vila Floresta é com o Estado.