“Como o vazamento foi bastante significativo, não temos condições de afirmar que não tenha uma quantidade razoável de petróleo dissolvido na água. Como é uma substância altamente tóxica, mantemos a recomendação de evitar o banho de mar nos próximos dias”, indicou o presidente da fundação, Carlos Fernando Niedersberg. “Como sou químico e conheço o risco que o petróleo oferece, mesmo que os resultados indiquem uma tranqüilidade eu recomendaria que, por precaução, os veranistas evitem tomar banho ali”, alertou.
Em reunião nesta sexta-feira, a entidade, a Patrulha Ambiental da Brigada Militar e a Capitania dos Portos articularam uma parceria para atuar no acidente. O presidente da Fepam, explicou que o licenciamento do terminal é de responsabilidade do Ibama, mas as entidades costumam realizar ações no Estado, e farão o laudo técnico em conjunto. Niedersberg explicou que o laudo só será feito dias após o desastre para ter a dimensão exata do impacto e munir o Ibama de informações precisas para avaliar os estragos e tomar as ações legais necessárias.
O Ministério Público do Estado, através da Fiscalização Integrada e da Promotoria de Tramandaí, anunciou nesta sexta-feira que também irá investigar o vazamento. Segundo o órgão, além de identificar os danos ambientais, o objetivo também é buscar a condenação da empresa pelos danos morais causados aos veranistas pelo acidente.