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Exames para comprovar zika vírus em Porto Alegre saem só em 2016

Exame demora porque não há laboratório no Brasil capacitado para detectar a doença

Exame demora porque não há laboratório no Brasil capacitado para detectar a doença
Exame demora porque não há laboratório no Brasil capacitado para detectar a doença Foto : Guilherme Testa
Só sai no ano que vem o resultado dos exames para confirmar ou descartar o primeiro caso de zika vírus em Porto Alegre. Uma paciente que mora em Niterói, no Rio de Janeiro, e veio visitar familiares em Porto Alegre, está com suspeita da doença.

Uma primeira amostra coletada pelo Laboratório Central do Estado (Lacen), deu negativo para a presença do vírus da dengue. As duas doenças são transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti. Essa coleta visa averiguar se há partículas do vírus no sangue. Já na próxima segunda-feira, uma nova amostra de sangue vai ser retirada para verificar os anticorpos da paciente. Dando negativo, a amostra segue para o Instituto Evandro Chagas, no Pará.

“Não se encaminha a amostra antes de se confirmar que não é dengue. Descartada a dengue, aí é que se avalia a possibilidade de contaminação por zika. Infelizmente, esse exame vai demorar porque é uma doença relativamente nova e não há nenhum laboratório no Brasil capacitado para detectar o zika nos primeiros sintomas dos pacientes”, ressaltou Adelaide Pustai, responsável pela área de dengue, chikungunya e zika da Vigilância Sanitária de Porto Alegre.

Para outras pessoas, a paciente não passa a doença, somente para o mosquito em caso de picada. Na manhã desta quinta, a Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde de Porto Alegre realizou a aplicação de inseticida contra o Aedes Aegypti em um raio de 50 metros a partir da residência da mãe da paciente com a suspeita da doença, no bairro Santana. O bloqueio do vetor foi feito nas ruas Gomes Jardim, São Luís, Veador Porto e Monsenhor Veras.