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Explosão que destruiu prédio no Rio ocorreu na cozinha de apartamento

Vários andares do edifício foram afetados

Explosão afetou vários andares
Explosão afetou vários andares Foto : Paulo Campos / Folhapress / CP
A explosão que destruiu parte de um prédio em São Conrado, bairro nobre da zona sul do Rio, na manhã desta segunda-feira, ocorreu na cozinha do apartamento 1001, onde morava o alemão Marcus Bernard Muller. Segundo o Corpo de Bombeiros, que está no local com agentes dos quartéis da Gávea e de Copacabana, ele foi levado para o Hospital municipal Miguel Couto, na Gávea, em estado grave. De acordo com moradores, ele trabalhava em uma construtora e morava sozinho. Pelo menos duas pessoas ficaram feridas após a explosão.

Vários andares do edifício, localizado na Rua General Olímpio Mourão Filho, foram afetados. Os destroços caíram no playground do prédio, perto da piscina. O Edifício Canoas tem 18 andares e 72 apartamentos e faz parte de um condomínio de quatro blocos. O prefeito Eduardo Paes, que visitou o prédio atingido nesta manhã, afirmou que há chance da explosão ter sido provocada por um vazamento de gás. "Isso tem que ser investigado e apurado", disse.

Os andares mais afetados foram o 10º e o 9º. Em reunião, o prefeito informou aos moradores que o entulho acumulado no 8º andar , vindo da cozinha dos dois andares superiores, deve ser retirado com urgência para não comprometer a estrutura do prédio, que, segundo a defesa civil municipal, não foi abalada com a explosão.

Segundo relatos de moradores, o impacto se assemelhou à sensação de um "terremoto". Alguns pensavam que se tratava de uma explosão nas obras de extensão do metrô, próximas ao local. A arquiteta Elizabeth Rego Monteiro, de 60 anos, acordou com a explosão. "A janela do meu quarto foi parar em cima da minha cama", relatou. "Achei que era explosão no posto". Ela teve tempo apenas de se vestir, pegar a bolsa com documentos, o cachorro de estimação e
descer. Moradora do 1301, ela conta que os apartamentos mais afetados ficavam na mesma coluna do 1001, onde houve a explosão. "Nossa vistoria prévia está absolutamente em dia. Fatalidade é uma coisa que você não pode prever", declarou o síndico Jorge Alexandre de Oliveira, de 68 anos e há dois na função.

Segundo ele, moradores não relataram nenhuma anormalidade ou cheiro de gás nos apartamentos pouco antes da explosão. Alguns dos residentes do prédio, assustados com o barulho da explosão, deixaram o local vestindo pijamas ou roupões de banho.