Foi exumado, no fim de semana, o corpo de Rosângela Muzikant Peres. A família da mulher de 35 anos, que havia desaparecido e foi encontrada morta, descobriu que havia recebido o corpo de um homem. Material genético dos dois já foi recolhido. A liberação dos corpos às famílias depende do resultado, mas não há prazo para ser divulgado. De acordo com o Instituto Geral de Perícias (IGP), o caso é tratado com prioridade.
O IGP abriu uma sindicância para apurar a falha na liberação pelo Departamento Médico Legal (DML) em Passo Fundo, no Norte gaúcho, de onde os corpos foram liberados e para onde retornaram. Na quarta-feira, o corregedor vai até o município para tentar identificar o que causou o erro. A falta de pessoal e estrutura deficitária na unidade são apontados como possíveis razões para justificar o problema. Além disso, o estado em que os corpos foram encontrados e o fato de uma técnica estar cobrindo as férias da titular do órgão podem ter auxiliado.
Entenda
Havia, no DML, dois corpos de pessoas desaparecidas, um deles encontrado em Não Me Toque e outro em São Valentim do Sul, o da mulher. O cadáver de um homem foi entregue à família de Rosângela e o dela foi sepultado em Não-Me-Toque.
Rosângela vivia em Torres, no litoral Norte. A mulher saiu para visitar a mãe, em Gravataí, região metropolitana de Porto Alegre, em 4 de novembro do ano passado. O corpo foi encontrado 17 dias depois, em São Valentim. A polícia segue investigando o crime.
Exumado corpo de mulher entregue a família errada no Norte gaúcho
Liberação depende da conclusão do exame de DNA, sem prazo para ocorrer