A empresa Fibraplac - Painés de Mandeira, localizada no município de Glorinha, na Grande Porto Alegre, teve as atividades interditadas pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE/RS). Segundo o laudo dos auditores, foi verificado que havia risco grave e iminente à saúde e à integridade física dos funcionários. A interdição foi resultado de uma fiscalização da Força Tarefa de Combate ao Adoecimento pelo Trabalho, realizada na segunda-feira passada.
Segundo o auditor fiscal do trabalho, Luiz Scienza, os trabalhadores estavam expostos ao formaldeído, um composto carcinogênico, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). “A substância integra a resina utilizada na fabricação dos painéis de madeira. Como resultado, o gás com este composto ficava na atmosfera, podendo ser respirado por qualquer funcionário”, explicou.
Pelo laudo, estão interditadas as atividades relacionadas a operação das linhas de formação de placas de MDF 1 e 2 e linha de MDP, pela ausência de controle da exposição ao formaldeído. Também está proibido o ingresso e permanência de pessoas em seus setores de acabamento, revestimento e expedição de produtos acabados e a operação das serras circulares de corte de placas de MDF, linhas 1 e 2.
Com a interdição, a empresa deverá adotar medidas de minimização dos riscos, requerendo posteriormente a suspensão da interdição. As providências terão que ser especificadas e detalhadas para análise dos auditores. Segundo Luiz Scienza, integrantes da empresa encaminharam uma proposta na Superintendência na manhã desta quinta-feira, mas os documentos ainda não foram analisados. A reportagem entrou em contato com a empresa, mas sem retorno.
Fábrica de MDF tem serviço interditado por condições inadequadas de trabalho em Glorinha
Trabalhadores estavam expostos a produto químico prejudicial à saúde