Segundo o delegado de Clevelândia, Pedro Machado, a destinatária justificou que o exame de DNA serviria para identificar se o corpo sepultado no cemitério de Estação seria mesmo de um irmão, que morreu há 11 anos num acidente. Na ocasião, a família não conseguiu ver o cadáver da vítima, que teria morrido carbonizada e, por isso, o caixão não foi aberto.
Segundo a mulher, algum tempo depois, a família recebeu ligações informando que o irmão dela estaria vivo, o que, segundo o delegado, deixou os parentes da vítima com dúvidas sobre a morte. No último fim de semana, uma sobrinha da destinatária, moradora de Estação, fez a limpeza do túmulo, onde encontrou a parte superior do fêmur ainda intacta. Com isso, ela resolveu mandar o osso para a tia.
A remetente também foi ouvida pela polícia e confirmou que o osso seria usado para tirar essa dúvida da família. O delegado substituto da 2ª Delegacia de Policia de Passo Fundo, Adroaldo Schenkel, explicou que o procedimento adotado pela família não teria valor legal para comprovar ou não a identidade do morto. Ele acrescentou que a família deveria ter procurado a policia.
Schenkel disse que agora será feito o exame de forma legal para confirmar se a ossada é ou não do irmão da destinatária. Em caso negativo, será aberta investigação para descobrir quem está sepultado no local. Segundo Schenkel, a principio a retirada do osso não caracteriza o crime de violação de sepultura. O inquérito aberto em Passo Fundo para investigar o caso será remetido à Polícia Civil de Erechim, que tem jurisdição sobre o município.