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Fórum Social Mundial Palestina Livre é lançado em Porto Alegre

Evento ocorrerá na Capital de 28 de novembro a 1º de dezembro

A Capital gaúcha vai sediar, entre 28 de novembro e 1º de dezembro, o Fórum Social Mundial Palestina Livre. O lançamento do evento ocorreu nesta segunda-feira, no auditório do Memorial do Rio Grande do Sul. A parlamentar Haneen Zoabi, primeira mulher palestina de um Partido Árabe a ocupar um assento no parlamento israelense, denuncia o que chama de “vistas grossas” da comunidade internacional sobre as violações de direitos humanos cometidas por Israel contra o povo palestino.

Ela reiterou que os acordos comerciais feitos entre Israel e inúmeros países, como o Brasil, fazem com que o apoio de nações importantes pela luta da autoderminação palestina seja apenas da “boca para fora”. “Os acordos afetam a relação entre o Brasil e o povo palestino. E encobrem os crimes de Israel contra os palestinos. Não existe pressão internacional contra Israel”, disparou Haneen, que denunciou a militarização por parte de Israel.

Conforme a parlamentar, Israel expulsou 85% dos palestinos no final da década de 1940 para construir o Estado. Além disso, confiscou 85% das terras particulares dos palestinos que vivem lá. Hoje, 50% dos palestinos estão abaixo da linha de pobreza. Apesar dos palestinos representarem 18% da população no Estado de Israel, as universidades têm apenas 8% de árabes.

O governador Tarso Genro, que participou do ato, não acredita que as relações comerciais entre Brasil e Israel enfraqueçam a posição brasileira firmada em tratados internacionais a respeito do reconhecimento do estado palestino. “O Brasil tem que compartilhar da ordem mundial até para que tenha influência sobre ela. Quanto à questão Palestina, o Brasil reconhece os dois Estados (palestino e israelense)”, disse Tarso.

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