O CGNA, órgão do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), acompanha a evolução da nuvem por meio de informações trocadas com o Volcanic Ash Advisory Centres da Argentina, instituto responsável pelo monitoramento da situação na região. As informações são recebidas a cada três horas ou sempre que houver alguma mudança significativa, segundo o gerente nacional do fluxo aéreo, major aviador Antonio Marcio Ferreira Crespo.
Além da mudança de destinos das aeronaves que sofreriam impacto da nuvem, o CGNA também coordena os desvios necessários para voos não atravessam a área de risco.
Perigo às aeronaves
A nota da FAB alerta ainda para o perigo causado pelas nuvens vulcânicas, que apresentam, em sua composição, um material semelhante ao vidro. Essa substância, em contato com as turbinas das aeronaves, pode derreter e provocar danos como o apagamento dos motores, segundo o tenente coronel aviador Flavio Antonio Coimbra Mendonça, do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA). “Além disso, há o risco da falta de visibilidade e dos gases tóxicos para as tripulações e passageiros”, acrescentou.
Cancelamentos de voos
Ao longo do dia, 13 voos internacionais e sete nacionais que chegariam ao Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, foram cancelados. Os problemas afetaram principalmente aeronaves que faziam a ligação da Capital com Montevidéu (Uruguai), Buenos Aires (Argentina), Córdoba (Argentina) e Lima (Peru).
Pela tarde, a Administração Nacional de Aviação Civil (Anac) da Argentina informou que boa parte dos voos que tinha sido suspensa durante a manhã seria retomada à tarde. Apenas as companhias aéreas Sol e TAM cancelaram todos os voos hoje.