A iniciativa partiu da coordenadora do Centro Acadêmico do Serviço Social, Vanessa Azevedo, para sinalizar aos novos universitários que o “trote” vai além das brincadeiras. “A entrada na universidade não tem que ser torturante”, frisou. Outro objetivo é dar maior visibilidade ao curso. A assistente social do Banco de Sangue do GHC, Tatiane Mello da Silva, evidenciou a importância do ato e disse que a instituição está com as portas abertas para outros universitários que queiram colaborar com o incremento dos estoques, normalmente baixos.
O ideal, segundo ela, seria captar 80 doações diárias, totalizando em média 1,8 mil coletas mensais. No entanto, o volume de doadores oscila e, em alguns meses, o número de doações efetivas fica em 1,2 mil. A coordenadora do Banco de Sangue do GHC, médica Almeri Marlene Balsan, ressaltou que atende as demandas dos hospitais Fêmina, da Criança Conceição, Nossa Senhora da Conceição e Cristo Redentor. “Essas quatro hospitais juntos chegam a realizar 150 procedimentos cirúrgicos diários, havendo a necessidade de mantermos os estoques à disposição das equipes médicas”, explicou.
Os veteranos da Faculdade de Serviço Social conduziram os calouros no ônibus da Linha Solidária, da Carris. A caloura Natália Machado Halfen, 18, aprovou a iniciativa e prometeu retornar em outras oportunidades. “Praticamente todos os meus familiares são doadores e, como eles, também passarei a doar com frequência”, afirmou. O novato Diego Magaldi Cruz, 25, disse que é melhor doar sangue do que enfrentar “banhos de tinta”. “Estou participando de uma iniciativa importante em benefício de pessoas enfermas e, desta forma, fico livro de brincadeiras indesejáveis”, comentou.
No GHC, as doações podem ser feitas de segunda à sexta-feira, das 7h30min às 17h, e aos sábados, das 7h30min às 12h, no segundo andar do Bloco H do Hospital Nossa Senhora da Conceição, na avenida Francisco Trein, 596, bairro Cristo Redentor, na zona Norte.