A vistoria indicou que apesar da forte chuva registrada no dia, a maior em 90 anos, o conduto tinha condições de dar conta da vazão da água. Segundo o diretor da empresa Recuperação, José Eduardo de Aguiar, a causa do rompimento se deu por falha na armação que interliga a parede e a tampa do conduto em um trecho isolado. “Para suportar a pressão da água, elas precisam estar interlaçadas. E foi esta falha identificada que gerou o rompimento”, afirmou.
O engenheiro ressaltou que na vistoria de todo o conduto não foram identificados outros problemas com essa característica. A fiscalização foi feita entre os dias 20 e 24 de janeiro deste ano. Neste período, a análise compreendeu o trecho entre a avenida Mariland até a saída de água no Guaíba, inclusive passando pelo ponto onde houve a ruptura no ano passado. Neste local, o rompimento atingiu 10 metros e a empresa responsável pela obra recuperou uma extensão de 20 metros. “Com base na inspeção podemos afirmar que o conduto está íntegro”, afirmou o engenheiro, após ler o relatório.
A empresa que realizou a vistoria deixou uma série de recomendações, no sentido de garantir o melhor funcionamento do Álvaro Chaves/Goethe. O Departamento Municipal de Esgotos Pluviais (DEP) deve criar um programa sistemático de manutenção e realizar inspeções de rotina, o desassoreamento, capacitação da equipe técnica do DEP e os reparos necessários. A inspeção deve ser anual.
As recomendações serão aplicadas, garantiu o diretor do DEP, Tarso Boelter. Ele também adiantou que a Prefeitura, por meio da Procuradoria-Geral do Município, irá notificar o consórcio responsável pela obra para que corrija as imperfeições identificadas na vistoria. A inspeção apontou que há falhas de acabamento, infiltrações com areia e armaduras expostas.