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Falta de insumo da Petrobras suspende serviços de asfaltamento em ruas de Porto Alegre

Normalização das entregas acabou sendo adiada para junho

Smov suspendeu asfaltamento em função da falta de cimento asfáltico de petróleo fornecido pela Petrobras
Smov suspendeu asfaltamento em função da falta de cimento asfáltico de petróleo fornecido pela Petrobras Foto : Luciana Turela / Divulgação / PMPA / CP
A Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov) suspendeu, nesta segunda-feira, os serviços de asfaltamento, em Porto Alegre, em função da falta de Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP), fornecido pela Petrobras. A Pasta ainda notificou a estatal para que explique formalmente o motivo do atraso.

A petrolífera suspendeu o fornecimento do insumo em decorrência do acidente ocorrido no final de abril em uma das monoboias da Transpetro (subsidiária da Petrobras) em Tramandaí, no litoral Norte. A normalização das entregas era prevista para hoje, mas acabou sendo adiada para junho.

De acordo com o secretário da Smov, Rafael Fleck, a Prefeitura cogita a opção de compra do cimento asfáltico pela subsidiária da Petrobras em Araucária, no Paraná. Atualmente, o insumo é fornecido pela distribuidora de Canoas. Fleck explica, porém, que essa opção gera custo maior, em função do transporte da carga, além de não estar prevista no orçamento da Prefeitura, que se atém à vencedora do pregão eletrônico.

O CAP é o insumo essencial na produção do Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ) sem o qual fica inviabilizada a produção de revestimento asfáltico. Só em 2015, a Divisão de Conservação de Vias Urbanas (DCVU) da Smov produziu mais de 19 mil toneladas de CBUQ, com um investimento de R$ 12 milhões.