Pelo último balanço da Defesa Civil estadual, 127.522 moradores de 18 municípios foram afetados pelos fortes ventos e pela chuva de ontem. Há 13.891 desalojados e 5.425 desabrigados no Estado.
Segundo Clarice, o decreto precisa ser enviado até 12 horas após os estragos, mas o órgão prorrogou o prazo para não prejudicar os municípios que estão com falhas na telefonia e no fornecimento de energia elétrica.
Até agora, a Defesa Civil já recebeu o decreto de São Valentim, Trindade do Sul, Frederico Westphalen, Três Forquilhas e Giruá. Outras 18 cidades encaminharam Notificação Preliminar de Desastre (Nopred), documento que antecede o decreto. A Defesa Civil enviou kits de limpeza, cestas básicas, cobertores e colchões às regiões atingidas.
Erechim contabiliza os estragos
A prefeitura de Erechim montou uma operação conjunta ontem com secretarias municipais, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros. Foram distribuídas telhas, lonas e os moradores puderam registrar danos em imóveis. O vento derrubou dezenas de árvores e postes, além de muros, placas e outdoors. Em torno de 140 casas ficaram parcialmente destelhadas. Os bombeiros ainda trabalham na retirada de árvores e a prefeitura na limpeza das ruas.
Áurea sem luz e sem água
Os 3,6 mil moradores de Áurea, a 30 km de Erechim, estão sem luz e sem água um dia após o vendaval. Nove indústrias de erva-mate estão paradas e mais de 20 mil litros de leite deixaram de ser ordenhados das vacas na manhã de hoje.
Pelo menos 100 imóveis atingidos em Aratiba
Aratiba, no Alto Uruguai, decretou situação de emergência ontem. Ao menos 100 imóveis, incluindo casas, estábulos e aviários, foram afetados pelas rajadas. Em quase todo município, dezenas de árvores foram arrancadas. Somente na Comunidade Rio Azul, caíram 30 pinheiros.Três empresas do Distrito Industrial também tiveram problemas.
Moradores da Prainha do Paquetá ficam ilhados
A elevação do Rio do Sinos em 2 metros deixa cerca de 50 famílias da Prainha do Paquetá, em Canoas, ilhados desde a noite de terça-feira. Outras seis sofrem as conseqüências da enchente da semana passada. Conforme o coordenador da Defesa Civil de Canoas, Mauro Guedes, a situação é preocupante. Há expectativa de que o nível do Sinos chegue a 2,5 metros acima do normal na região.