A falta de luz ocasionada pelos temporais da semana passada, em que postes e redes foram derrubados pelo vento e pelo granizo, ainda atinge cerca de 10,8 mil clientes das concessionárias AES Sul e RGE. Ontem, o Ministério Público confirmou ter instaurado inquérito para investigar a RGE pela demora no reabastecimento em quatro cidades dos Campos de Cima da Serra. De acordo com ambas as empresas, os trabalhos ocorrem com a maior brevidade possível, mas respeitando as normas de segurança. A RGE garante que os 850 pontos ainda sem luz nas regiões da Serra, Encosta da Serra, Alto Uruguai e Alto Jacuí, devem ter o fornecimento normalizado até o final desta quarta-feira.
A AES ainda registra cerca de 10 mil sem energia, a maioria na Fronteira. em cidades como Unistalda, Capão do Cipó e Itaqui. Nas demais regiões (Central e Vales do Rio Pardo e do Rio Taquari) as interrupções são pontuais e também estão em atendimento. A empresa já contabilizou 1,3 mil postes avariados, substituiu 8 km de cabos avariados, atuando com 284 equipes, num total de 1.012 eletricistas, parte deles contratada nas regiões de Pelotas e Carazinho. A AES Sul estima normalizar o fornecimento até esta quinta-feira.
A Defesa Civil incluiu 30 cidades na listagem mais recentes de prejuízos provocados pelo mau tempo. Destas, sete encaminharam a documentação solicitando o apoio do Estado para os reparos necessários de forma emergencial. Até agora, a Defesa ainda não homologou os decretos de emergência, e estima que, em breve, mais cidades possam enviar os relatórios de estragos causados pelo mau tempo.
O coronel Oscar Moiano, coordenador geral da Defesa Civil do RS, ressaltou que as cidades podem decretar a situação de emergência em âmbito local, sem necessariamente encaminhar os papeis para a sede do órgão, mas isso implica no não-recebimento de verbas para auxílio por parte do governo.
Falta de luz persiste para 10,8 mil no Estado
Empresas prometem restabelecer serviço até esta quinta-feira