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Falta de oxigenação da água matou peixes no Dilúvio

Estudo descartou que os animais tenham sido intoxicados

Falta de oxigenação da água matou peixes no Dilúvio
Falta de oxigenação da água matou peixes no Dilúvio Foto : Paulo Nunes
Peixes do Dilúvio morreram por falta de oxigenação da água. A hipótese de efeito tóxico nas águas está afastado. Esta foi a conclusão do laudo elaborado pelo Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) e divulgado, nesta tarde, pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam).

O documento concluiu que a hipótese mais provável para a explicação do fenômeno da mortandade foi o ingresso de vários peixes no arroio, facilitado pelo nível elevado das águas, e que, em condições de chuva forte, trazem também sedimentos orgânicos. "Isso tudo, somado às condições de altas temperaturas, provoca queda brusca nas concentrações de oxigênio dissolvido", explicou o secretário interino de Meio Ambiente, José Furtado.

Na noite do dia 12, a Divisão de Pesquisa do Dmae realizou coleta de amostra de água do Arroio Dilúvio, nos trechos das Avenidas Azenha, Erico Veríssimo e Múcio Teixeira. Na manhã da última quarta-feira, foi realizada nova vistoria no Dilúvio, no trecho da avenida Azenha até a Edvaldo Pereira Paiva. Os peixes, das espécies biru, mandim, lambari, cará e jundiá, foram encontrados flutuando e com a boca aberta. As concentrações de nitrogênio amoniacal, considerando condições de potencial de hidrogênio (PH) e temperatura das águas, não indicam a possibilidade de efeito tóxico sobre os peixes.