Peixes do Dilúvio morreram por falta de oxigenação da água. A hipótese de efeito tóxico nas águas está afastado. Esta foi a conclusão do laudo elaborado pelo Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) e divulgado, nesta tarde, pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam).
O documento concluiu que a hipótese mais provável para a explicação do fenômeno da mortandade foi o ingresso de vários peixes no arroio, facilitado pelo nível elevado das águas, e que, em condições de chuva forte, trazem também sedimentos orgânicos. "Isso tudo, somado às condições de altas temperaturas, provoca queda brusca nas concentrações de oxigênio dissolvido", explicou o secretário interino de Meio Ambiente, José Furtado.
Na noite do dia 12, a Divisão de Pesquisa do Dmae realizou coleta de amostra de água do Arroio Dilúvio, nos trechos das Avenidas Azenha, Erico Veríssimo e Múcio Teixeira. Na manhã da última quarta-feira, foi realizada nova vistoria no Dilúvio, no trecho da avenida Azenha até a Edvaldo Pereira Paiva. Os peixes, das espécies biru, mandim, lambari, cará e jundiá, foram encontrados flutuando e com a boca aberta. As concentrações de nitrogênio amoniacal, considerando condições de potencial de hidrogênio (PH) e temperatura das águas, não indicam a possibilidade de efeito tóxico sobre os peixes.
Falta de oxigenação da água matou peixes no Dilúvio
Estudo descartou que os animais tenham sido intoxicados