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Falta de pagamento reduz serviço de telefonista do Samu

Governo não quitou empresas terceirizadas após bloqueio de recursos

Serviço de telefonistas do Samu está sendo realizado com apenas uma parte da equipe
Serviço de telefonistas do Samu está sendo realizado com apenas uma parte da equipe Foto : Ivo Gonçalves / Divulgação / PMPA
Em função da falta de pagamento de empresa terceirizada, o serviço de telefonistas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) está sendo realizado com apenas uma parte da equipe. Devido ao bloqueio dos recursos do Estado por parte da União, o governo não pagou as empresas terceirizadas. A Secretaria Estadual da Saúde informou que o pagamento é prioridade e será realizado assim que houver a quitação da parcela da dívida com a União e as contas do Rio Grande do Sul estejam desbloqueadas. A expectativa é efetuar o depósito nesta sexta-feira.

Os telefonistas são os responsáveis pelo primeiro atendimento quando a pessoa liga para o 192. Apesar da operação padrão, o serviço está mantido, conforme a Pasta. Eles fazem a triagem inicial, fazendo perguntas como o motivo da ligação, endereço, município, ponto de referência e, em caso de acidentes, o número de vítimas. Posteriormente, a ligação é transferida para um médico regulador, que faz o provável diagnóstico, orienta sobre as primeiras ações e avalia a necessidade de envio de uma ambulância.

O restante da equipe, formada por um enfermeiro e sete médicos regulares está atuando de forma normal. A Central de Regulação Estadual do Samu atende a 243 municípios do Interior do Estado, por meio de 146 bases do serviço. Diariamente, o local recebe uma média de 5 mil chamados. Além dela, o serviço de urgência possui outras centrais de atendimento que operam sem restrição. Elas estão localizadas em Porto Alegre (que recebe as chamadas da Capital), Pelotas (que serve 11 municípios na região Sul), Bagé (que atende cinco municípios da Campanha) e Caxias do Sul (suporte também para o Samu de Vacaria).