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Falta educação a motoristas e ciclistas, afirma juiz

Alerta foi feito em painel no 1º Fórum Mundial da Bicicleta, em Porto Alegre

Ciclistas realizaram passeio nessa quinta-feira por Porto Alegre
Ciclistas realizaram passeio nessa quinta-feira por Porto Alegre Foto : Ricardo Giusti
Tanto motoristas quanto ciclistas são mal-educados no trânsito. A avaliação foi feita, nessa quinta-feira, pelo juiz Daniel Luersen, da Vara Federal de Execuções Fiscais e Previdência de Canoas. Ele participou de um painel realizado no 1º Fórum Mundial da Bicicleta, evento que vai até domingo em Porto Alegre.

Falando para uma plateia constituída por ciclistas, a exemplo dele próprio, que tem no ciclismo uma das suas paixões, o magistrado explicou que para ambas as partes existem punições em caso de desrespeito. “Por isso abordei algumas questões relativas à educação e ao direito no trânsito, mas principalmente sobre o que a bicicleta, o ciclismo e o esporte representam na formação das pessoas, fazendo um elo de como esses fatos podem contribuir para nossa produtividade”, disse.

O juiz enfatizou, entretanto, que um e outro são imprudentes, mas não se pode esquecer que o ciclista está menos protegido. Nessa quinta, o primeiro dia de atividades do Fórum terminou com um passeio pelo Centro Histórico.

Atropelamento completa um ano

Neste sábado, o atropelamento de 17 ciclistas na Capital completa um ano. Em 25 de fevereiro do ano passado, o funcionário do Banco Central Ricardo Neis avançou com o automóvel que dirigia contra integrantes do Movimento Massa Crítica, na rua José do Patrocínio, bairro Cidade Baixa.

Com repercussão no País, o caso teve desdobramentos. As vítimas foram atendidas no HPS, e o bancário fugiu do local. Neis se apresentou três dias depois, alegando legítima defesa. Denunciado pelo Ministério Público por tentativa de homicídio, o funcionário do Banco Central foi internado por um tempo em uma clínica psiquiátrica, na zona Sul, e chegou a ficar alguns dias detido, mas acabou conquistando, em março do mesmo ano, junto ao Tribunal de Justiça (TJ/RS), o direito de responder ao processo em liberdade.

Na denúncia, a promotora Lúcia Helena Callegari sustentou que, ao acelerar o automóvel contra as vítimas, Neis ocasionou lesões corporais comprovadas por boletins de atendimento médico. Conforme a promotora, os crimes foram praticados por motivo fútil, tendo em vista que o denunciado queria acelerar seu veículo e “demonstrou extremo egoísmo e individualismo”. Em sua defesa, através de advogados, ele alegou que teria sofrido agressões de integrantes da manifestação e, por isso, decidiu acelerar.

Em dezembro passado, um grupo de ciclistas do Massa Crítica realizou um protesto em frente ao Foro Central de Porto Alegre. Neste dia, Ricardo Neis foi interrogado dentro do processo penal. Quatro testemunhas arroladas pela defesa também prestaram depoimento.

  Assista ao vídeo do atropelamento ocorrido em 25/02/2011:


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