O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) reúne profissionais da Capital, na noite desta quarta-feira, em assembleia extraordinária, para lançar campanha por aumento salarial e plano de carreira próprio. Em Porto Alegre, há aproximadamente 1.300 médicos e pelo menos 120 vagas abertas em postos de saúde, hospitais e pronto-atendimentos. Somente no Hospital de Pronto Socorro, faltam 66 profissionais, o equivalente a 20% do atual quadro da instituição.
Para os profissionais que atuam na Capital, o piso é de R$ 1.300,00 por 30 horas semanais. Esse é um dos principais fatores que contribuem para que os médicos abandonem o Sistema Único de Saúde. Segundo o diretor do Simers, Jorge Eltz, no Hospital Presidente Vargas, por exemplo, cirurgias estão sendo canceladas por falta de anestesistas. Jorge conta que faltam especialistas em diversas áreas.
Há mais de dois anos, o Simers apresentou proposta à Prefeitura de Porto Alegre para criação de Plano de Carreira, Cargos e Vencimentos. De acordo com Jorge, o Executivo reconhece que os salários estão defasados e de que é preciso um plano de carreira, mas até agora nada de prático foi feito. O diretor não descarta a possibilidade de greve da categoria.
No início do ano, dos 75 médicos aprovados no último concurso público promovido pela Prefeitura Municipal, apenas 25 tomaram posse.
Faltam 120 médicos na rede do SUS da Capital
Apenas no HPS, déficit de médicos chega a 66 profissionais