Geral

Faltam médicos no Samu do Litoral Norte

Unidade móvel avançada destinada a Capão da Canoa em dezembro ainda não entrou em operação

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) do Litoral Norte encontra dificuldades para contratar médicos. Segundo o coordenador do programa na região, Carlos Bauermann, a equipe conta com 21 profissionais, e o ideal seria ter à disposição pelo menos mais 6 pessoas. Ele explica que os novos critérios de seleção, em vigor desde novembro de 2010, tornaram mais difícil as contratações. "O médico precisa ter dois anos de experiência em UTI e curso ATLS (Advanced Trauma Life Suport). São poucos os que têm", informou. Ele espera que a situação volte ao normal até o início de fevereiro.

De acordo com Bauermann, a falta de profissionais sobrecarrega os que estão em atividade, mas não tem comprometido a prestação do serviço. Uma unidade de suporte avançado destinada a Capão da Canoa no final de dezembro, no entanto, ainda não entrou em operação devido à falta de médicos. A Secretaria de Saúde do município recebeu, desde o início do ano, apenas três currículos de médicos interessados em trabalhar no Samu. Um candidato foi selecionado. "Virou artigo de luxo", disse a secretária, Susete Borba Pereira.

O Samu do Litoral Norte atende a 24 municípios e uma população que, durante o verão, salta de 320 mil para 2,5 milhões. Entre os dias 1º e 14 de janeiro foram realizados 345 atendimentos. Fora do período do veraneio, a média é de 250 por mês. O serviço conta com unidades avançadas em Balneário Pinhal, Tramandaí, Xangri-lá e Torres, e unidades básicas (com técnico em enfermagem e condutor) em Tavares, Palmares do Sul, Balneário Pinhal, Tramandaí, Osório, Xangri-lá, Três Cachoeiras, Capão da Canoa, Três Forquilhas e Torres.


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