A família do jovem Valtair Jardim de Oliveira, de 21 anos, que morreu eletrocutado ontem à noite em uma parada de ônibus na avenida João Pessoa, em Porto Alegre, afirma que houve negligência das autoridades da Capital. O primo da vítima, Flávio Jardim, disse que uma testemunha que trabalha em frente ao local relatou que já havia comunicado a prefeitura sobre o problema. "Ela não só viu tudo como já tinha ligado para a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) e Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) há cerca de um mês e eles não fizeram nada. Ela foi até agredida verbalmente", conta Jardim.
No local, ainda continha um cartaz, escrito à mão, alertando às pessoas para não encostassem no corrimão. O velório, no cemitério Jardim da Paz, no bairro Lomba do Pinheiro, que estava marcado para o meio-dia, foi adiado, porque o corpo ainda não foi liberado. "O pai do Valtair está aguardando a liberação no Departamento Médico Legal. O corpo está lá há mais de 12 horas", diz Jardim.
Valtair era filho único, adotado no primeiro ano de vida. O jovem cursava o segundo ano do ensino médio da Escola Paulo Gama e tocava percussão em uma banda de música gauchesca chamada Canhonaço.
Família de jovem eletrocutado afirma que houve negligência das autoridades
Primo da vítima diz que CEEE e EPTC sabiam do problema havia cerca de um mês