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Família quer que Justiça reconheça morte de Amarildo

Pedreiro desapareceu no último dia 14 de julho depois de ser levado por policiais

A família do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza vai pedir nesta segunda-feira à Justiça o reconhecimento da morte presumida do morador da Rocinha, desaparecido há mais de 20 dias. Segundo o advogado que representa a família, João Tancredo, o reconhecimento da Justiça poderá permitir a emissão da certidão de óbito.

Com a certidão, será possível pedir uma pensão à previdência social e entrar com uma ação indenizatória contra o Estado. Tancredo explica que, normalmente, a morte só é reconhecida cinco anos após o desaparecimento. Mas, em situações especiais, o reconhecimento da morte pode ser antecipada.

“No caso do Amarildo, a família (o) viu sendo algemado e levado para dentro do carro da polícia. A polícia leva para dentro da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora), de onde não sai mais. Então temos a presunção de que ele está morto”, disse o defensor.

Caso haja o reconhecimento da Justiça, o próximo passo, segundo o advogado da família, é entrar com uma ação pedindo uma indenização, no valor de um salário mínimo mensal, e mais danos morais, a serem pagos pelo governo do estado.

O reconhecimento da morte presumida pela Justiça também ajuda, segundo o Tancredo, o Ministério Público a entrar com denúncia criminal por homicídio.

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