Situação semelhante foi vivida por Cristiane Rodrigues Barros, 40 anos. Ela também está desabrigada e conta com a solidariedade dos moradores da vila para sobreviver. Segundo ela, o fogo se alastrou rapidamente e por pouco não atingiu outras casas e, se antes era difícil viver, agora a situação piorou. “Ao menos estamos vivos, mas para comprar novas madeiras, teríamos que deixar de comer. E para a comida já não resta muito dinheiro”, relatou a moradora em meio ao que restou da moradia. Rita de Cássia Santos, 25 anos, morava no local havia dez anos.
Na manhã desta quinta-feira, as três mulheres se reuniram para pensar sobre como agirão para reconstruir o que o fogo queimou. No entanto, não encontraram respostas e tampouco sabem onde irão viver. “Já pedimos ajuda para remover os destroços, mas disseram que precisamos aguardar. Até quando? Até o próximo incêndio? E até lá não me será dada a possibilidade de viver em uma casa de emergência do Departamento Municipal de Habitação (Demhab) com meus filhos?”, questionou.
O Demhab informou que o reassentamento é responsabilidade da Secretaria Municipal de Gestão e Acompanhamento Estratégico (SMGAE), que coordena o Programa Integrado Entrada da Cidade (Piec) e não se manifestou sobre o futuro das famílias atingidas pelo incêndio.