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Famílias buscam acordo para evitar despejo de prédio no Centro de Porto Alegre

Imóvel pertence ao governo do Estado, que iniciou reforma para sediar órgãos públicos no local

Famílias buscam acordo com Estado para evitar despejo
Famílias buscam acordo com Estado para evitar despejo Foto : Guilherme Testa
Representantes das famílias que ocuparam um prédio público no Centro de Porto Alegre, no último sábado, estiveram reunidos com a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Estado na manhã desta segunda-feira para negociar o adiamento de uma possível reintegração de posse. O titular da secretaria, Cesar Faccioli, pediu que o grupo formalize a reivindicação em documento e se comprometeu a intermediar o debate com a Casa Civil e a Procuradoria Geral do Estado. O governo deve divulgar uma posição sobre o assunto após receber o pedido formal.

• Prédio ocupado no Centro de Porto Alegre está vazio há 10 anos

O edifício, que foi sede do Ministério Público do Estado até o final de 2006, na verdade é de propriedade do Executivo. Segundo a secretaria de Comunicação do Piratini, uma reforma havia começado recentemente para que o local passe a sediar órgãos estaduais que, atualmente, dependem de espaços alugados. A construção histórica fica na esquina entre as ruas Andrade Neves e General Câmara.

O grupo de cerca de 300 pessoas reúne ex-moradores do Morro da Cruz, Vila Chocolatão e Lomba do Pinheiro. A maioria garante não ter condições financeiras para manter o pagamento de alugueis. Alguns, ainda, perderam pertences em razão das chuvas dos últimos meses. A ocupação foi batizada de Lanceiros Negros, em homenagem a escravos mortos em batalhas da Guerra dos Farrapos. Um ato público de apoio à manutenção das famílias no prédio está previsto para as 18h desta segunda-feira.