Representantes das famílias que ocuparam um prédio público no Centro de Porto Alegre, no último sábado, estiveram reunidos com a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Estado na manhã desta segunda-feira para negociar o adiamento de uma possível reintegração de posse. O titular da secretaria, Cesar Faccioli, pediu que o grupo formalize a reivindicação em documento e se comprometeu a intermediar o debate com a Casa Civil e a Procuradoria Geral do Estado. O governo deve divulgar uma posição sobre o assunto após receber o pedido formal.
• Prédio ocupado no Centro de Porto Alegre está vazio há 10 anos
O edifício, que foi sede do Ministério Público do Estado até o final de 2006, na verdade é de propriedade do Executivo. Segundo a secretaria de Comunicação do Piratini, uma reforma havia começado recentemente para que o local passe a sediar órgãos estaduais que, atualmente, dependem de espaços alugados. A construção histórica fica na esquina entre as ruas Andrade Neves e General Câmara.
O grupo de cerca de 300 pessoas reúne ex-moradores do Morro da Cruz, Vila Chocolatão e Lomba do Pinheiro. A maioria garante não ter condições financeiras para manter o pagamento de alugueis. Alguns, ainda, perderam pertences em razão das chuvas dos últimos meses. A ocupação foi batizada de Lanceiros Negros, em homenagem a escravos mortos em batalhas da Guerra dos Farrapos. Um ato público de apoio à manutenção das famílias no prédio está previsto para as 18h desta segunda-feira.
Famílias buscam acordo para evitar despejo de prédio no Centro de Porto Alegre
Imóvel pertence ao governo do Estado, que iniciou reforma para sediar órgãos públicos no local