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Famílias moram há cinco meses em escola desativada de Bagé

Pessoas perderam as casas em decorrência de enxurrada em novembro de 2009

Cinco famílias estão alojadas, desde 18 de novembro de 2009, no ginásio da Escola Municipal São Pedro, em Bagé. Naquele dia, o arroio Bagé encheu em virtude de uma enxurrada e a força das águas destruiu as casas de 29 pessoas, que foram encaminhadas ao local. No início de dezembro, a Secretaria Municipal da Habitação prometeu construir, até o Natal, casas provisórias, porém com telhado permanente. As paredes seriam feitas de madeira e trocadas por alvenaria no início deste ano.

No entanto, de acordo com o secretário da pasta Antônio Augusto Nadal, as famílias preferiram ir para as salas de aula da estrutura desativada da Escola Municipal São Pedro. Cada grupo mora em uma sala, mas todos dividem os banheiros e o restante da estrutura. Lá, nesta segunda-feira, em virtude dos ventos de até 75 km/h e da chuva forte, as peças alagaram. “Essa situação decorre de uma chuva que não é normal, com ventos de 75 km/h, e que ocasionou goteiras em muitas casas, inclusive em prédios públicos, é uma situação de exceção”, diz Nadal.

Somente no mês passado, a Secretaria Nacional de Defesa Civil fez o repasse dos R$ 400 mil necessários para construir as casas para essas e outras 24 famílias de desabrigados que estão em residências de parentes. Nesta semana, o prefeito da cidade Luís Eduardo Colombo dos Santos sancionou a lei que autoriza o crédito especial para a construção das residências, que devem ficar em locais fora da área de risco. A previsão do secretário de Habitação é de que as obras iniciem nos primeiros dias de maio, e algumas casas devam ser entregues em pouco mais de dois meses.

Hoje, a Defesa Civil municipal fez uma vistoria no local e constatou os problemas estruturais, mas manterá as famílias na escola desativada pelos próximos dois meses. Nesta tarde, haverá uma reunião entre a prefeitura e os desabrigados para anunciar o cronograma das obras.