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Famílias são atingidas pela fumaça do incêndio em floresta de Cidreira

Chamas foram controladas depois que mil hectares de vegetação foram atingidos

Pescadores podem ter causado incêndio em floresta de Cidreira
Pescadores podem ter causado incêndio em floresta de Cidreira Foto : Mauro Schaefer
O forte incêndio que chamou atenção nessa segunda-feira e atingiu uma floresta de pinus em Cidreira está apenas parcialmente controlado. Pelo menos mil hectares de vegetação foram atingidos pelo incidente que começou ainda no domingo.

Apesar de ter ocorrido em uma área majoritariamente de vegetação, o incêndio também atrapalhou, com sua fumaça, famílias da região. Luiz Fernando Oliveira, por exemplo, que vive e trabalha em uma propriedade próxima, disse que a fumaça invadiu sua casa e deixou mau cheiro ainda ontem. O filho de Oliveira, de 4 anos, precisou ser levado para uma fazenda próxima que não havia sido tão atingida pela fumaça.

Morador da região desde que nasceu, o aposentado Teodoro de Lima, 65 anos, disse que se lembra de outros incidentes com fogo, porém em proporções menores. "Incêndio igual a esse é difícil", comentou. Ele se impressionou principalmente com a forma com que as chamas, por causa do vento, conseguiram ultrapassar a estrada é atingir o outro lado da vegetação.

A área de pinus que pegou fogo é pertencente à empresa Habitasul. Conforme o engenheiro florestal da instituição, Giovane Azambuja, o incidente, por enquanto, havia afetado apenas a floresta jovem. Ele ainda disse que são estimados mil hectares atingidos, mas que este número pode ser maior. A Habitasul tem trabalhando para contornar a situação através de sua brigada de incêndios própria e ontem teve auxílio do Corpo de Bombeiros.

A fumaça que, na segunda-feira, podia ser vista de outras praias do Litoral Norte, já não era tão expressiva na manhã desta terça. Mas ao se aproximar do local, na estrada da Lagoa da Fortaleza, ela já podia ser vista novamente tomando conta do céu claro.

As chamas também eram consideravelmente menores do que no dia anterior, porém ainda queimavam baixo em diversos pontos de vegetação. Pela parte da manhã, a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e a Patrulha Ambiental da Brigada Militar (Patram) realizaram a primeira vistoria.

De acordo com a engenheira florestal da Fepam, Caroline Moura, não havia como ter certeza se o incêndio não voltaria a tomar proporções maiores. "Depende dos fatores climáticos", explicou. Ela também comentou que a suspeita de que o fogo tenha se iniciado após práticas indevidas de pescadores ou campistas ainda não havia sido confirmada.