Geral

Familiares de vítimas de incêndio na Kiss se reúnem em Santa Maria

Objetivo é criar uma associação sem fins lucrativos

Familiares de vítimas da tragédia na boate Kiss, em Santa Maria, se reúnem neste sábado parar debater a criação de uma associação sem fins lucrativos. O objetivo da entidade será o de representar os familiares junto às autoridades. O encontro é coordenado pela Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul e participam, também, advogados voluntários.

Ontem, o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha anunciou medidas que compõem a terceira fase de toda a ação desenvolvida pela Pasta com os familiares, vítimas e profissionais envolvidos na tragédia. O trabalho tem como objetivo organizar o serviço de acompanhamento clinico psicossocial para os envolvidos. O programa prevê, ainda, uma rotina diária de atendimento para os casos.

A tragédia

O incêndio na boate Kiss – que fica na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min da madrugada de 27 de janeiro. O público jovem participava de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A tragédia deixou 239 pessoas mortas.

Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado na forração da casa noturna. As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início.
Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram.

Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate. No total, 239 jovens morreram.

Bookmark and Share